Angela Hart

SOBRE MIM

Chamo-me Angela Hart e vivo em Inglaterra com o meu marido Jonathan. Conhecemo-nos num baile da povoação quando éramos adolescentes nos anos setenta, e pouco depois saímos da nossa terra natal para trabalhar. Adorei as luzes da cidade e o meu trabalho exigente num banco. Ali ficámos durante dez anos, antes de voltar a casa para herdar a loja de flores dos meus pais.

Um dia, um anúncio no jornal local chamou a minha atenção: «Procuram-se Famílias de Acolhimento.» Soube de imediato que era uma coisa que adoraria fazer. Em criança, tive uma amiga cuja família acolhia crianças e perguntara muitas vezes à minha mãe se podíamos fazer o mesmo, mas ela respondera sempre que não fora talhada para isso e não tinha paciência. Depois de uma vida agitada, senti que poderia facilmente vender flores e cuidar de jovens. Sempre tencionáramos constituir família; com certeza acolher crianças seria como criar os nossos próprios filhos, talvez até mais fosse fácil.

Olhando para trás, percebo que fui muito ingénua. Estava convencida de que acolher crianças seria como cuidar de flores: se proporcionássemos o ambiente certo, alimentássemos bem as crianças e as tratássemos com amor e respeito, tudo seria cor-de-rosa. Poderíamos ser uma família de acolhimento durante alguns anos, e talvez até continuar quando tivéssemos os nossos filhos. Claro que não foi nada assim! Cada criança tinha problemas próprios, alguns muitos tristes, outros bastante chocantes. Vimo-nos imersos num sistema sobre o qual nada sabíamos, mas em breve percebemos que não podíamos sair.

Gostei dos desafios e das recompensas de ser mãe de acolhimento. Continuei a estudar, especializei-me em adolescentes com necessidades complexas, e nunca olhei para trás. Jonathan e eu acolhemos mais de cinquenta crianças nos últimos vinte e sete anos. Espero que gostem de ler sobre algumas das crianças maravilhosas que tivemos o privilégio de receber nas nossas vidas.

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